quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Modernismo: Segunda Geração

     A diferença entre a primeira fase do modernismo e a segunda: 

     1ª Fase:  ~> Amadurecimento
                   ~> Liberdade Formal
                   ~> Nacionalista
  

     2ª Fase: ~> Amadurecimento
                  ~> Romântica
                  ~> Dramática

     Considera-se a publicação de Alguma poesia,  de Carlos  Drummond de Andrade, como o início da produção da segunda  geração modernista – a Geração de  30. Esse grupo  incorporou o regionalismo e os dilemas sociais aos temas já tratados pelo  grupo idealizador da Semana de Arte Moderna.  Assim como na geração anterior, a cultura nacional serviu de tema à produção artística em suas diversas expressões. Esteticamente a segunda geração modernista representava o amadurecimento e o  aprofundamento das conquistas da geração de  1922.  Desse modo, permaneciam o uso  dos versos livres (sem  preocupação com a métrica) e o emprego de vocabulário cotidiano.Os artistas envolvidos com a produção literária no  período de  1930 a  1945 também  apostavam na popularização da literatura em oposição  à proposta parnasiana que entendia a arte como  um privilégio da elite. O regionalismo, que trazia  a abordagem  de problemas  sociais como a fome favoreceu a  divulgação das obras. 

Postagem 4
Grupo: Antonio, Bernardo, Nicolas, Gabriel W e Lucas Costa.

Modernismo: Segunda Geração

    O verso livre modernista, para Antonio Cândido e José Aderaldo Castello, correspondeu a uma "alteração profunda da música contemporânea, ao impressionismo musical, ao atonalismo, ao uso sistemático da dissonância, à divulgação do jazz, à dodecafonia". Como sempre ocorre, a poesia estava em sintonia com as outras artes e mesmo com as outras esferas da cultura; desse modo, vários autores dessa fase, que estavam em contato com as propostas inovadoras do Surrealismo e da psicanálise, foram fortemente influenciados por princípios como a pesquisa do inconsciente e a livre associação de idéias, que passaram a utilizar na produção poética. No poema O Pastor Pianista, de Murilo Mendes (1901 - 1975), podem ser observadas essas influências, que contribuem para a fusão de elementos reais e imaginários e a criação de uma atmosfera de sonho.No plano temático, a abordagem do cotidiano continua sendo explorada, mas os poetas se voltam também para problemas sociais e históricos, além de manifestarem inquietações existenciais e religiosas que ampliam as proposições da fase anterior. O registro dos fatos do cotidiano, muitas vezes próximos (ou aparentemente próximos) da banalidade, era algo de extremamente moderno, já que as normas tradicionais da poesia sempre haviam prescrito a seleção dos temas poéticos. Praticamente todos os grandes poetas do período, tanto os da primeira fase, como Mário de Andrade e Manuel Bandeira (1886 - 1968), como os da segunda, como Carlos Drummond de Andrade, ocuparam-se em tematizar momentos do dia-a-dia, configurando uma verdadeira predileção, como afirmaram Cândido e Castello, "pelo que se poderia chamar de "momento poético", isto é, a "notação rápida de um instante emocional ou de um aspecto do mundo".

     O quadro representa o imenso número, e a variedade racial das pessoas vindas de todas as partes do Brasil para trabalhar nas fábricas, que começavam a surgir no país, principalmente nas metrópoles, como em São Paulo, na década de 30, impulsionando o capitalismo e a imigração.
Postagem 2
Postagem: Antonio

Produções Contemporâneas


Produções Contemporâneas - Moacir Scliar
Esta é a exposição apresentada pelo Santander Cultural sobre um dos homens mais notáveis do Rio Grande do Sul. Com um ritmo de produção ímpar, o médico, escrito e jornalista,integrante da ABL (Academia Brasileira de Letras) deixou um legado de obras importantes em todas as áreas em que atuou; nesta exposição podemos percorrer à mostra e conhecer os mundos de Scliar e ver como ele conseguiu, de forma harmônica e sensível, reuni-los nos seus textos e na sua vida. Ele faz parte da preservação da memória de um dos principais brasileiros que em suas ações nos mostrou que o saber e a generosidade são características que podem caminhar juntas.
A exposição retorna a importância de suas obras ao nosso contexto atual de arte, exibindo, de novas formas, as obras clássicas de Scliar.

Regojizemo-nos !!

                                                                  Grupo: Kimberly, Lorenzo e Juliana                                       
                                                                       Juliana Coelho Ramos









































Caracterizada por uma oposição entre o projeto formal inovador e a proposta de resgatar elementos da cultura tradicional, a primeira geração de modernistas desenvolve uma arte experimental, de acordo com o projeto fixado por Mário de Andrade na Semana de Arte Moderna de 22. A produção destes iniciadores da arte moderna no Brasil concilia uma linguagem importada das vanguardas modernistas européias, com um conteúdo nativista que resgata as raízes culturais brasileiras.
Nos anos 20, estes modernistas conviveram de perto com a arte européia. Paris, como centro de produção artística, definiu os novos rumos da arte brasileira, influenciando toda essa geração de artistas. Antes mesmo de 22, Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro vão para a capital francesa para se aprofundarem na pintura moderna. Logo depois da Semana de Arte Moderna é a vez de Tarsila do Amaral ir a Paris. Outros artistas passam a seguir o mesmo rumo e unirem-se a eles, buscando concretizar o projeto modernista. É o que acontece com Di Cavalcanti e Anita Malfatti, em 23, e com Antonio Gomide, em 24. Ismael Nery, que estivera na Europa no começo dos anos 20, volta a capital francesa, em 27, buscando um estilo vanguardista. Junto com o pernambucano Cícero Dias, que revela seu talento precoce quando vai ao Rio de Janeiro, em 1927, estes artistas vão se consolidar como os grandes iniciadores da arte moderna brasileira. Nesta época, os centros artísticos no Brasil, além de escassos, privilegiavam uma arte acadêmica com contornos tradicionais, o que incentivava os artistas modernos à buscar alternativas de aprendizado independentes. Por isso, as escolas parisienses representavam mais do que um intercambio cultural: eram necessárias para qualquer tentativa de atualização.
Estes artistas traziam para outros brasileiros as novidades de Paris, transmitindo novas linguagens vanguardistas. A absorção desta arte presente nos centros europeus une-se à elementos da nacionalidade brasileira, consolidando o projeto modernista. A partir de então, a arte moderna passa a trilhar novos rumos, distanciando-se, no entanto, daqueles estabelecidos na Semana de 22.


Puclicado por: Gabriel Cardoso

Grupo: Bruna Cunha, Gabriel Cardoso, Gabriel Machado, Gabriel Carniel e Pablo.

Modernismo Segunda geração

Na década de 1930 houve uma significativa irrupção de novos e brilhantes romancistas, com destaque para a ficção regionalista nordestina de autores como Graciliano Ramos (1892 - 1953), Jorge Amado, José Lins do Rego (1901 - 1957) e Rachel de Queiroz (1910 - 2003). Foi também uma época de desenvolvimento da indústria do livro, principalmente com o advento da Segunda Guerra e a conseqüente dificuldade de importações. Surgiram importantes editoras, como a de José Olympio (1902 - 1990), que publicou os romancistas inovadores do Nordeste. Entre 1936 e 1944, o número de editoras brasileiras cresceu 50% e, por volta de 1950, o Brasil chegou a produzir 4 mil títulos e cerca de 20 milhões de exemplares por ano. Mas a censura e a propaganda do governo estavam sempre presentes na indústria editorial, na imprensa, no rádio e mesmo no material didático, principalmente com a criação do Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP, criado com o Estado Novo. Apesar do autoritarismo e da repressão, porém, foram tempos de consagração da cultura popular, com a popularização do samba e do carnaval, a difusão do rádio e o sucesso de suas estrelas.

-Lucas Costa

Modernismo - Primeira Geração

O movimento modernista no Brasil contou com duas fases: a primeira foi de 1922 a 1930 e a segunda de 1930 a 1945. a primeira fase caracterizou-se pelas tentativas de solidificação do movimento renovador e pela divulgação de obras e ideias modernistas.

Os escritores de maior destaque dessa fase defendiam estas propostas: reconstrução da cultura brasileira sobre bases nacionais; promoção de uma revisão crítica de nosso passado histórico e de nossas tradições culturais; eliminação definitiva do nosso complexo de colonizados, apegados a valores estrangeiros. Portanto, todas elas estão relacionadas com a visão nacionalista, porém crítica, da realidade brasileira.

Várias obras, grupos, movimentos, revistas e manifestos ganharam o cenário intelectual brasileiro, numa investigação profunda e por vezes radical de novos conteúdos e de novas formas de expressão.

Entre os fatos mais importantes, destacam-se a publicação da revista Klaxon, lançada para dar continuidade ao processo de divulgação das ideias modernistas, e o lançamento de quatro movimentos culturais: o Pau-Brasil, o Verde-Amarelismo, a Antropofagia e a Anta.

Esses movimentos representavam duas tendências ideológicas distintas, duas formas diferentes de expressar o nacionalismo.

O movimento Pau-Brasil defendia a criação de uma poesia primitivista, construída com base na revisão crítica de nosso passado histórico e cultural e na aceitação e valorização das riquezas e contrastes da realidade e da cultura brasileiras.

A Antropofagia, a exemplo dos rituais antropofágicos dos índios brasileiros, nos quais eles devoram seus inimigos para lhes extrair força, Oswald propõe a devoração simbólica da cultura do colonizador europeu, sem com isso perder nossa identidade cultural.


Publicado por : Gabriel Cardoso de Souza


Grupo: Modernismo - Primeira Geração: Gabriel Carniel, Gabriel Cardoso, Gabriel Machado, Pablo e Bruna.

Arte e Pinturas do Pré- Modernismo


Pré-modernismo (1902-1922)



Este movimento teve início em 1902, com a publicação do livro Os Sertões, de Euclides da Cunha e Canaã, de Graça Aranha. Marcado como um período de transição, onde podemos encontrar tanto características conservadoras, originárias do parnasianismo e simbolismo, como obras focadas na realidade brasileira da época, com um caráter mais moderno. Os movimentos não se sucederam, eles passaram a coexistir.
Essa nova arte aparece inicialmente através da atividade crítica e literária de Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e alguns outros artistas que vão se conscientizando do tempo em que vivem. Oswald de Andrade, já em 1912, começa a falar do Manifesto Futurista, de Marinetti, que propõe “o compromisso da literatura com a nova civilização técnica”. Mas, ao mesmo tempo, Oswald o escritor alerta para a valorização das raízes nacionais, que devem ser o ponto de partida para os artistas brasileiros.
Assim, cria movimentos, como o Pau-Brasil, escreve para os jornais expondo suas idéias renovadoras de grupos de artistas que começam a se unir em torno de uma nova proposta estética. Nesta época, vigorava o academicismo na Escola de Belas-Artes, passando despercebida a exposição feita em 1913 pelo lituano Lasar Segall. Três anos mais tarde, a pintora Anita Malfatti estava de volta ao Brasil, adulta e madura, sentindo-se suficientemente segura para expor sua nova concepção de arte, voltada para o Expressionismo.
Confiante com os comentários favoráveis de amigos e, particularmente, do crítico Nestor Rangel Pestana, assim como nas palavras de incentivo de modernistas como Di Cavalcanti e outros, Anita não hesitou em reservar um espaço nas dependências do Mappin Stores, e em 12 de dezembro de 1917, realizou uma única exposição de seus trabalhos.
A exposição de Anita Malfatti provocou uma grande polêmica com os adeptos da arte acadêmica. O mais forte foi um artigo de Monteiro Lobato, para o jornal O Estado de S. Paulo, intitulado: “A propósito da Exposição Malfatti”, da edição de 20 de dezembro de 1917, onde ele fez duras críticas ao trabalho modernista da pintora.
Em posição totalmente contrária à de Monteiro Lobato estaria, anos mais tarde, Mário de Andrade. Suas idéias estéticas estão expostas basicamente no “Prefácio Interessantíssimo” de sua obra Paulicéia Desvairada, publicada em 1922.
Essa divisão entre os defensores de uma estética conservadora e os de uma renovadora, prevaleceu por muito tempo e atingiu seu clímax na Semana de Arte Moderna realizada nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo.


 Andria,Emilly,Jéssica e Luísa
Fonte: http://proartegaleria.wordpress.com/pre-modernismo-1902-1922