quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Relato De Atividades



Eu gostei, um meio diferente de fazer trabalhos, porem acho que deveria ter sido feito no incio do ano, pois ficou um pouco em cima, no final do ano, sendo que teve vários dias sem aula devido a outro imprevistos, mas ainda sim não deixa de ser interessante a ideia do blog.

Pablo Dias Garcez

Grupo: Bruna, Gabriel Cardoso, Gabriel Carniel, Gabriel Machado e Pablo.

           Modernismo 2ª Fase

 Estilo - características gerais
A segunda fase do Modernismo foi caracterizada, no campo da poesia, pelo amadurecimento e pela ampliação das conquistas dos primeiros modernistas. Como afirmou a crítica Luciana Stegagno Picchio, "fechada a fase polêmica e destrutiva, eliminando o excesso de Brasil da página literária, exauridos os jogos primitivistas e antropofágicos, a poesia brasileira, sólida nas suas conquistas técnicas, na sua liberdade construtiva, pode começar a sua segunda aventura modernista". Assim, nos anos de 1930 a 1945 a poesia modernista se consolida e alarga seus horizontes temáticos.


No plano formal, o verso livre continuou sendo profusamente adotado, mas os poetas do período tinham liberdade para escolher formas como o soneto ou o madrigal, sem que isso significasse uma volta a estéticas do passado, como o Parnasianismo. A ruptura já havia sido feita, e era possível dilatar o campo de experimentações poéticas pesquisando formas, utilizando técnicas de outras escolas e épocas, reelaborando-as e conferindo a elas novos sentidos. É o caso de Louvação da Tarde, de Mário de Andrade, poema composto, segundo Antonio Candido, "em decassílabos brancos de grande beleza, ordenados numa meditação de nítido corte pré-romântico transposta para o estilo colonial."

-Bernardo Portilho

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Vanguarda Europeia | Surrealismo

   O movimento Surrealista nasceu no século XX, em Paris, fruto das teses de Sigmund Freud. O Surrealismo questionava as crenças culturais então vigentes na Europa, bem como a postura humana, vulnerável frente a uma realidade cada vez mais difícil de compreender e dominar.
   Esta escola artística e literária se insinua no interior dos movimentos de vanguarda modernistas, englobando antigos adeptos do Dadaísmo - linhagem cultural que primava pela irracionalidade, pela censura a toda atitude moderada e era marcada por uma descrença total e um negativismo radical.
   A teoria freudiana tem um grande peso na constituição do ideário surrealista, que valoriza acima de tudo o desempenho da esfera do inconsciente e do processo da criação, O surrealismo procura expressar a ausência de racionalidade humana e as manifestações do subconsciente. Além dos dadaístas, ele se inspira também na arte metafisica de Giorgio de Chirico.
  Os surrealistas deslizam pelas águas mágicas da irrealidade, desprezando a realidade concreta e mergulhando na esfera da absoluta liberdade de expressão, movida pela energia que emana da psique. Eles almejam alcançar justamente o espaço no qual o Homem se libera de toda a repressão exercida pela Razão, escapando assim do controle constante do Ego.

  O marco oficial da instituição deste movimento é o lançamento do Manifesto do Surrealismo, em outubro de 1924, por André Breton, que também o subscreveu. Este documento tinha o propósito de criar uma nova expressão artística acessível através do resgate das emoções e do impulso humano. Ao mesmo tempo que o Surrealismo pregava, como os dadaístas, a demolição do corpo social, ele propunha a gestação de uma nova sociedade, sustentada sobre outros alicerces.
   O Surrealismo contava em suas fileiras com nomes famosos como os de Max Ernst, René Magritte e Salvador Dalí, nas artes plásticas; André Breton, no campo da literatura; e Buñuel, no cinema.

Vladmir Kush

Salvador Dalí






Jaíne Alvarenga da Cruz


Relação com as outras artes


italia, segunda guerra, nazismo, modernismo




Pintura: Anita Malfatti, Lasar Segall, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Rego Monteiro, Alfredo Volpi;

Liliane Pereira Gasparetto

http://pqgustavo.blogspot.com.br/2010/11/3-fase-do-modernismo.html

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1

Passa o vento,
as folhas tremem:
a sombra se inquieta.

2

Do topo dos ipês
cai a sombra:
rendada, sonhadora, espiritual.

O sol, os ipês, a sombra;
o tempo, o homem, sua sombra:
breve passagem pela terra,
e a grande sombra,
constelar, definitiva, irmã das pedras.

Péricles Eugênio da S. Ramos

Felipe Souza

http://www.jornaldepoesia.jor.br/peugenio.html

Perto do coração selvagem

“Sobretudo um dia virá em que todo meu movimento será criação, nascimento, eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer, que tudo o que eu for será sempre onde haja uma mulher com meu princípio, erguerei dentro de mim o que sou um dia, a um gesto meu minhas vagas se levantarão poderosas, água pura submergindo a dúvida, a consciência, eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade de humanidade, não o passado corroendo o futuro! O que eu disser soará fatal e inteiro!”

Clarice Lispector


Andressa Elias

http://www.claricelispector.com.br/1943_Pertodocoracaoselvagem.aspx

1ª cantiga de acordar mulher

Vagueio além de seu sono com alma de marinheiro
feliz de chegar a um ponto de precisão de roteiro,
mas tonto de se descobrir que de lhe ser estrangeiro. 
Teu continente a dormir - pouso de barco ligeiro - 
Pára os relógios num tempo avesso a qualquer ponteiro:
nem sei se o fico vivendo ou se te acordo primeiro.

Geir Campos

Raquel da Silva Rodrigues

http://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=10485&poeta_id=265