quinta-feira, 13 de novembro de 2014

           Modernismo 2ª Fase

 Estilo - características gerais
A segunda fase do Modernismo foi caracterizada, no campo da poesia, pelo amadurecimento e pela ampliação das conquistas dos primeiros modernistas. Como afirmou a crítica Luciana Stegagno Picchio, "fechada a fase polêmica e destrutiva, eliminando o excesso de Brasil da página literária, exauridos os jogos primitivistas e antropofágicos, a poesia brasileira, sólida nas suas conquistas técnicas, na sua liberdade construtiva, pode começar a sua segunda aventura modernista". Assim, nos anos de 1930 a 1945 a poesia modernista se consolida e alarga seus horizontes temáticos.


No plano formal, o verso livre continuou sendo profusamente adotado, mas os poetas do período tinham liberdade para escolher formas como o soneto ou o madrigal, sem que isso significasse uma volta a estéticas do passado, como o Parnasianismo. A ruptura já havia sido feita, e era possível dilatar o campo de experimentações poéticas pesquisando formas, utilizando técnicas de outras escolas e épocas, reelaborando-as e conferindo a elas novos sentidos. É o caso de Louvação da Tarde, de Mário de Andrade, poema composto, segundo Antonio Candido, "em decassílabos brancos de grande beleza, ordenados numa meditação de nítido corte pré-romântico transposta para o estilo colonial."

-Bernardo Portilho

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Vanguarda Europeia | Surrealismo

   O movimento Surrealista nasceu no século XX, em Paris, fruto das teses de Sigmund Freud. O Surrealismo questionava as crenças culturais então vigentes na Europa, bem como a postura humana, vulnerável frente a uma realidade cada vez mais difícil de compreender e dominar.
   Esta escola artística e literária se insinua no interior dos movimentos de vanguarda modernistas, englobando antigos adeptos do Dadaísmo - linhagem cultural que primava pela irracionalidade, pela censura a toda atitude moderada e era marcada por uma descrença total e um negativismo radical.
   A teoria freudiana tem um grande peso na constituição do ideário surrealista, que valoriza acima de tudo o desempenho da esfera do inconsciente e do processo da criação, O surrealismo procura expressar a ausência de racionalidade humana e as manifestações do subconsciente. Além dos dadaístas, ele se inspira também na arte metafisica de Giorgio de Chirico.
  Os surrealistas deslizam pelas águas mágicas da irrealidade, desprezando a realidade concreta e mergulhando na esfera da absoluta liberdade de expressão, movida pela energia que emana da psique. Eles almejam alcançar justamente o espaço no qual o Homem se libera de toda a repressão exercida pela Razão, escapando assim do controle constante do Ego.

  O marco oficial da instituição deste movimento é o lançamento do Manifesto do Surrealismo, em outubro de 1924, por André Breton, que também o subscreveu. Este documento tinha o propósito de criar uma nova expressão artística acessível através do resgate das emoções e do impulso humano. Ao mesmo tempo que o Surrealismo pregava, como os dadaístas, a demolição do corpo social, ele propunha a gestação de uma nova sociedade, sustentada sobre outros alicerces.
   O Surrealismo contava em suas fileiras com nomes famosos como os de Max Ernst, René Magritte e Salvador Dalí, nas artes plásticas; André Breton, no campo da literatura; e Buñuel, no cinema.

Vladmir Kush

Salvador Dalí






Jaíne Alvarenga da Cruz


Relação com as outras artes


italia, segunda guerra, nazismo, modernismo




Pintura: Anita Malfatti, Lasar Segall, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Rego Monteiro, Alfredo Volpi;

Liliane Pereira Gasparetto

http://pqgustavo.blogspot.com.br/2010/11/3-fase-do-modernismo.html

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1

Passa o vento,
as folhas tremem:
a sombra se inquieta.

2

Do topo dos ipês
cai a sombra:
rendada, sonhadora, espiritual.

O sol, os ipês, a sombra;
o tempo, o homem, sua sombra:
breve passagem pela terra,
e a grande sombra,
constelar, definitiva, irmã das pedras.

Péricles Eugênio da S. Ramos

Felipe Souza

http://www.jornaldepoesia.jor.br/peugenio.html

Perto do coração selvagem

“Sobretudo um dia virá em que todo meu movimento será criação, nascimento, eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer, que tudo o que eu for será sempre onde haja uma mulher com meu princípio, erguerei dentro de mim o que sou um dia, a um gesto meu minhas vagas se levantarão poderosas, água pura submergindo a dúvida, a consciência, eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade de humanidade, não o passado corroendo o futuro! O que eu disser soará fatal e inteiro!”

Clarice Lispector


Andressa Elias

http://www.claricelispector.com.br/1943_Pertodocoracaoselvagem.aspx

1ª cantiga de acordar mulher

Vagueio além de seu sono com alma de marinheiro
feliz de chegar a um ponto de precisão de roteiro,
mas tonto de se descobrir que de lhe ser estrangeiro. 
Teu continente a dormir - pouso de barco ligeiro - 
Pára os relógios num tempo avesso a qualquer ponteiro:
nem sei se o fico vivendo ou se te acordo primeiro.

Geir Campos

Raquel da Silva Rodrigues

http://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=10485&poeta_id=265

Principais Autores

- Péricles Eugenio da Silva Ramos  - Prenúncio
- Geir Campos - 1ª Cantiga de acordar mulher
- João Cabral de Melo Neto - Morte e Vida Severina
- Guimarães Rosa - Grande Sertão: Veredas
- Clarice Lispector - Perto do Coração Selvagem

http://www.cfnp.com.br/2010/conteudos/LPO/3%C2%B0/Modernismo.pdf