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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Relato de Atividades


      Quando foi proposto a nós este trabalho de Literatura pensávamos que seria complexo e confuso, mas no decorrer de seu desenvolvimento observamos que foi simples e além disso, nós interagimos com o tema e também pessoas que não faziam parte de nosso grupo pudessem aprender de uma forma simplificada. Todas nós ficamos satisfeitas pelo projeto proposto e pelo conhecimento concebido.
       Usamos para formular o trabalho pesquisas feitas na internet.

Grupo: Alessandra Lazuta, Amanda Paz, Brenda Charão e Dieyzy Almeida.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

quinta-feira, 18 de setembro de 2014


Grupo: Alessandra Lazuta, Amanda Paz, Brenda Charão e Dieyzy Almeida.


Grupo: Alessandra Lazuta, Amanda Paz, Brenda Charão e Dieyzy Almeida.

Ode ao burguês

 
Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,

o burguês-burguês!
A digestão bem-feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!

Eu insulto as aristocracias cautelosas!

Os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos;
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os "Printemps" com as unhas!

Eu insulto o burguês-funesto!

O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais o èxtase fará sempre Sol!

Morte à gordura!

Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
"–Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
–Um colar... –Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!"

Come! Come-te a ti mesmo, oh gelatina pasma!

Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!

Fora! Fu! Fora o bom burgês!... 
1922.

Poema do livro Poulicéia Desvairada, de Mário Andrade.
Grupo: Alessandra Lazuta, Amanda Paz, Brenda Charão e Dieyzy Almeida. 
OS SAPOS

Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!"

O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinqüenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A formas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..."

Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei" - "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!"

Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- "A grande arte é como
Lavor de joalheiro.

Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quando é vário,
Canta no martelo."

Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas:
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!"

Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Verte a sombra imensa;

Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No porão profundo
E solitário, é

Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...
1918.

Poema do livro Carnaval de Manuel Bandeira.
Grupo: Alessandra Lazuta, Amanda Paz, Brenda Charão, Dieyzy Almeida.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Semana da Arte moderna- Principais Participantes 2

Principais Pintores

Anita Malfatti


Rochedos

Di Cavalcanti


Samba

Tarcila do Amaral


Chapéu Azul

Lasar Segal


Homem com violino

Vicente do Rego Monteiro


Flagelação
Grupo: Alessandra Lazuta, Amanda Paz, Brenda Charão e Dieyzy Almeida.





Semana da Arte moderna- Principais Participantes 1

Principais escritores


Oswald de Andrade

Cidade
 
Foguetes pipocam o céu quando em quando 
 
Há uma moça magra que entrou no cinema 
Vestida pela última fita 
Conversas no jardim onde crescem bancos Sapos 
Olha A iluminação é de hulha branca 
Mamães estão chamando A orquestra rabecoa na mata

Menotti del picchia

Noite

As casas fecham as pálpebras das janelas e dormem. 
Todos os rumores são postos em surdina, 
todas as luzes se apagam. 

Há um grande aparato de câmara funerária 
na paisagem do mundo. 

Os homens ficam rígidos, 
tomam a posição horizontal 
e ensaiam o próprio cadáver. 

Cada leito é a maquete de um túmulo. 
Cada sono em ensaio de morte. 

No cemitério da treva 
tudo morre provisoriamente.

 Guilherme de Alemida

Nós

Fico - deixas-me velho. Moça e bela,
partes. Estes gerânios encarnados,
que na janela vivem debruçados,
vão morrer debruçados na janela.

E o piano, o teu canário tagarela,
a lâmpada, o divã, os cortinados:
- "Que é feito dela?" - indagarão - coitados!
E os amigos dirão: - "Que é feito dela?"

Parte! E se, olhando atrás, da extrema curva
da estrada, vires, esbatida e turva,
tremer a alvura dos cabelos meus;

rás pensando, pelo teu caminho,i
que essa pobre cabeça de velhinho
é um lenço branco que te diz adeus!


Descobrimento 

Abancado à escrivaninha em São Paulo 
Na minha casa da rua Lopes Chaves 
De supetão senti um friúme por dentro. 
Fiquei trêmulo, muito comovido 
Com o livro palerma olhando pra mim. 
Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus! 
muito longe de mim 
Na escuridão ativa da noite que caiu 
Um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos olhos, 
Depois de fazer uma pele com a borracha do dia, 
Faz pouco se deitou, está dormindo. 
Esse homem é brasileiro que nem eu.

Plínio Salgado

Canção das Águias

Eleva-te no azul! Corta-o, serena e forte...
Rasga o seio à amplidão! Embriaga-te no arrojo
do vôo triunfal! Deixa que estruja o Norte,
que o mar rebente em fúria e levante do bojo
as potências revéis e as ciladas da morte!
Atira-te no espaço!


E, se um dia, singrando os céus, vieres de rôjo,
rôtas as asas de aço,
ferido o coração, a alma descrente,
não te abata o cansaço,
do oceano, atro e fatal, não te sorva a torrente...
Grita, forceja, anseia e combate impoluta!
Morre a lutar!
Morre na luta!
Mas, antes de morrer, tenta ainda voar!

Grupo: Alessandra Lazuta, Amanda Paz, Brenda Charão e Dieyzy Almeida

Semana da Arte Moderna

Quando ocorreu? 13, 15, 17 de fevereiro de 1922;
Onde ocorreu? Teatro Municipal da cidade de São Paulo;
Patrocinadores? Alta burguesia paulista, como: famílias Prado, Penteado, etc.

Grupo: Alessandra Lazuta, Amanda Paz, Brenda Charão e Dieyzy Almeida.

Semana da Arte Moderna

A Semana da Arte Moderna

Foi em 1922, que a nova geração de intelectuais escolheu para a proclamação da independência cultural brasileira. Segundo Mário de Andrade, foi o acontecimento mais importante da primeira fase do Modernismo brasileiro, Este movimento visava um espírito criador de obras que valorizassem o nacionalismo.

Grupo: Alessandra Lazuta, Amanda Paz, Brenda Charão e Dieyzy Alemeida.

Semana da Arte Moderna - Antecedentes

Grupo: Alessandra Lazuta, Amanda Paz, Brenda Charão e Dieyzy Almeida