quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Modernismo Primeira Geração

Mario De Andrade


  Mário Raul de Morais de Andrade nasceu e morreu na cidade de São Paulo (1893-1945). Concluído o ginásio, estudou no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, lecionando História da Música a partir de 1922. Foi professor de piano, colaborador de diversos jornais e funcionário público. Em 1938, no Rio de Janeiro, dirigia o Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Reorganizou o Instituto Nacional do Livro, elaborando o anteprojeto do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
        Em 1917, publicou seu primeiro livro: Há uma gota de sangue em cada poema, sob o pseudônimo Mário Sobral. Nessa altura, Mário já adquirira fama de erudito. A participação na Semana, a publicação de Paulicéia Desvairada (1922) e a nomeação como professor catedrático do Conservatório Dramático e Musical consolidaram seu prestígio. A cidade de São Paulo constitui tema frequente de sua obra.
         Quatro anos depois, motivos políticos provocaram seu afastamento e a mudança para o Rio, onde exerceu o cargo de professor da Universidade do Distrito Federal. Pouco tempo Mário conseguiu ficar lá. A ligação com São Paulo era muito forte. Voltou à cidade natal, onde permaneceu até a sua morte, em 25 de fevereiro de 1945.

OBRAS:
POESIA: "Há uma gota de sangue em cada poema" (1917);
               "Pulicéia Desvairada" (1922);
               "Losango Cáqui" (1926);
               "Clã do Jabuti" (1927);
               "Remate de Males" (1930);
               "Poesias" (1941);
               "Lira Paulistana" (1946);
               "O Carro da Miséria" (1946);
               "Poesias Completas" (1955).
CONTO:  "Primeiro Andar" (1926);
               "Belazarte" (1934);
               "Contos Novos" (1946).

ROMANCE: "Amar, Verbo Intransitivo" (1927);
                   "Macunaíma" (1928).
ENSAIO:  "A Escrava que não é Isaura" (1925);
                "O Aleijadinho e Álvares Azevedo" (1935);
                "Namoros com a Medicina" (1939);
                "O Movimento Modernista" (1942);
                "Aspectos da Literatura Brasileira" (1943);
                "O Empalhador de Passarinho" (1944).

Pablo Dias Garcez

Grupo: Modernismo - Primeira Geração: Gabriel Carniel, Gabriel Cardoso, Gabriel Machado, Pablo e Bruna.


Momento Histórico

A terceira geração modernista nasce no contexto pós 2ª Guerra Mundial e, no Brasil, depois da ditadura Vargas. Os novos tempos são de Guerra Fria e governo JK. Nesse cenário, vão surgir escritores que exploram a forma literária, tanto em prosa quanto em poesia, sob novos parâmetros, além de aprofundarem os conteúdos de conteúdo inovadores. 
Há, em meio à crítica literária, quem considere que, nessa geração, não mais se trata de Modernismo, denominando seus autores, por vezes, de pós-modernistas. Vê-se, de fato, nessa fase, um apuro e rigor formal menos afeito ao padrão estético instaurado pelos escritores de 22.

Fonte: http://educacao.globo.com/literatura/assunto/movimentos-literarios/modernismo-geracao-de-45.html

Modernismo Terceira Geração - Conceito


Definiu-se que a terceira fase do modernismo se iniciou em 1945 e foi até 1960, alguns estudiosos nomeiam essa fase como Pós-moderna e segundo os mesmo esta ainda estaria se desenrolando até a data atual, inicialmente abordaremos o modernismo como o período de 1945 à 1960. O período é representado principalmente pela Prosa, na 3° fase do modernismo há a publicação de vários contos, crônicas e romances. Há também a continuidade de 3 tendencias já ocorridas na 2° fase do modernismo.

Fonte: https://www.algosobre.com.br/literatura/modernismo-3-momento.html

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O Cubismo | Vanguarda Européia

Surgiu em 1907, quando o pintor Pablo Picasso (1881 - 1973) expôs sua criação As Senhoritas de Avgnon, (imagem a baixo) em Paris.



A partir de então Pablo Picasso e Geroge Braque inspiraram o Cubismos. Além de Picasso e George, outros representantes também se destacaram, são eles: Fernand Léger, André de Lothe, Juan Gris e Georges Braque; na literatura, Apollinaire e Cendras.

O Cubismo é baseado na decomposição da realidade em fragmentos que se entrecortam entre si, desliga-se completamente da interpretação ou semelhança com a natureza.
Na literatura, sua manifestação se dá por meio da realidade aparente em oposição à realidade pensada, interpretada. O discurso apresenta-se como desprovido de uma sequência lógica, pautado por uma desordem proposital na apresentação de seus elementos e por uma enumeração aleatória de fragmentação da realidade, na qual passado e futuro parecem se fundir. Outra característica marcante se atém à desvalorização da estrofe e, consequentemente, da pontuação, métrica e rima.

Observe abaixo algumas criações dos principais representantes da arte cubista:

Fernand Léger:
L'Escale

André de Lothe: 
L'Escale



Jaíne Alvarenga da Cruz


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Expressionismo | Vanguarda Europeia

Texto sobre o movimento artístico Expressionismo, quais os principais artistas desse movimento, características expressionistas, etc.

O Grito, pintura de Edvard Munch (1893)
O Expressionismo é o movimento artístico e literário que se caracteriza pela expressão de intensas emoções. As obras não têm preocupação com a beleza tradicional e exibem um enfoque pessimista da vida, marcado pela angústia, pela dor, pela inadequação do artista diante da realidade e muitas vezes pela necessidade de denunciar problemas sociais. 

Iniciado no fim do século XIX por artistas plásticos da Alemanha, o movimento tem seu auge entre 1910 e 1920 e se expande para a literatura, música, teatro e cinema.

O principal precursor do movimento é o famoso holandês Vincent Van Gogh (1853 – 1890), seguido por outros expoentes como o norueguês Edvard Munch (1863 – 1977) – autor da célebre obra O Grito –, e os alemães Ernst Kirchner (1880  1938) e Emil Nolde (1867 – 1956), entre muitos.

O movimento na literatura origina-se da insatisfação com os limites do realismo-naturalista e na América Latina, é principalmente uma via de protesto político.

É uma forma de "recriar" o mundo, em vez de simplesmente captá-lo ou moldá-lo de acordo com as leis da arte tradicional. As principais características são: distanciamento da pintura acadêmica, ruptura com a ilusão de tridimensionalidade, resgate das artes primitivas e uso arbitrário de cores fortes.

Quando ocorreu a Primeira Guerra Mundial, ela destruiu o movimento, mas não o extinguiu. São justamente as desgraças da guerra que motivam ainda mais outros artistas a retratar toda a dor provocada e expressar suas emoções em relação a tal.

Pode-se dizer que o Expressionismo foi mais que uma forma de expressão, ele foi uma atitude em prol dos valores humanos num momento em que politicamente isto era o que menos interessava.

Por: Joice Silva Machado.
Grupo: Jaíne, Joice e Ricardo.

Fonte: http://vanguardaeuropeia.wordpress.com/2008/05/26/expressionismo/

TRENZINHO DO SERTÃO 

Trenzinho tocado à lenha, 
Vaporosa, ou "Maria Fumaça", 
Que levava "João da Penha" 
E dona "Maria da Graça". 

Levava, fazendeiro e lojista, 
E o ambulante, "caixeiro". 
Tinha maquinista, foguista, 
Chefe, fiscal e graxeiro. 

"Bate roda, bate trilho". 
Bater trilho era a moda. 
Eu não esqueço o estribilho, 
Daquela cantiga da roda. 

Ia cortando o sertão, 
Alegre, sinuoso, devagar. 
Carregava muita emoção, 
E a certeza de voltar. 

Já não existe o trenzinho, 
Ficou só a recordação. 
Coração está miudinho, 
Ficou tão triste o sertão. 

                                                                -Antônio Dornas 

Terceira Postagem
Grupo: Antonio, Nicolas, Bernardo, Gabriel W., Lucas Costa.

Modernismo - Segunda Geração

Características

A poesia da segunda fase do Modernismo representa um amadurecimento e um aprofundamento das conquistas da geração de 1922: é possível perceber a influência exercida por Mário e Oswald de Andrade sobre os jovens que iniciaram sua produção poética após a realização da Semana. Lembramos, a propósito, que Carlos Drummond de Andrade dedicou seu livro de estréia, Alguma poesia (1930), a Mário de Andrade. Murilo Mendes, com seu livro História do Brasil, seguiu a trilha aberta por Oswald, repensando nossa história com muito humor e ironia, como ilustra o poema "Festa familiar":

"Em outubro de 1930
Nós fizemos - que animação!
Um pic-nic com carabinas."
Formalmente, os novos poetas continuam a pesquisa estética iniciada na década anterior, cultivando o verso livre e a poesia sintética, de que é exemplo ó poema "Cota zero", de Drummond:

"Stop. A vida parou
ou foi o automóvel'?"
Entretanto, é na temática que se percebe uma nova postura artística: passa-se a questionar a realidade com mais vigor e, fato extremamente importante, o artista passa a se questionar como indivíduo e como artista em sua "tentativa de explorar e de interpretar o estar no mundo". O resultado é uma literatura mais construtiva e mais politizada, que não quer e não pode se afastar das profundas transformações ocorridas nesse período; daí também o surgimento de uma corrente mais voltada para o espiritualismo e o intimismo, caso de Cecília Meireles, de Jorge de Lima, de Vinícius de Moraes e de Murilo Mendes em determinada fase.
É um tempo de definições, de compromissos, do aprofundamento das relações entre o "eu" e o mundo, mesmo com a consciência da fragilidade do "eu". Observemos três momentos de Carlos Drummond de Andrade em seu livro Sentimento do mundo (o título é significativo), com poesias escritas entre 1935 e 1940:
"Tenho apenas duas mãos / e o sentimento do mundo"
Mais adiante, em verdadeira profissão de fé, declara:

"Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo, por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos."
Essa consciência de ter "apenas" duas mãos e de o mundo ser tão grande, longe de significar derrotismo, abre como perspectiva única para enfrentar esses tempos difíceis a união, as soluções coletivas:
"O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas." 
-Nícolas Prates