sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O Cubismo | Vanguarda Européia

Surgiu em 1907, quando o pintor Pablo Picasso (1881 - 1973) expôs sua criação As Senhoritas de Avgnon, (imagem a baixo) em Paris.



A partir de então Pablo Picasso e Geroge Braque inspiraram o Cubismos. Além de Picasso e George, outros representantes também se destacaram, são eles: Fernand Léger, André de Lothe, Juan Gris e Georges Braque; na literatura, Apollinaire e Cendras.

O Cubismo é baseado na decomposição da realidade em fragmentos que se entrecortam entre si, desliga-se completamente da interpretação ou semelhança com a natureza.
Na literatura, sua manifestação se dá por meio da realidade aparente em oposição à realidade pensada, interpretada. O discurso apresenta-se como desprovido de uma sequência lógica, pautado por uma desordem proposital na apresentação de seus elementos e por uma enumeração aleatória de fragmentação da realidade, na qual passado e futuro parecem se fundir. Outra característica marcante se atém à desvalorização da estrofe e, consequentemente, da pontuação, métrica e rima.

Observe abaixo algumas criações dos principais representantes da arte cubista:

Fernand Léger:
L'Escale

André de Lothe: 
L'Escale



Jaíne Alvarenga da Cruz


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Expressionismo | Vanguarda Europeia

Texto sobre o movimento artístico Expressionismo, quais os principais artistas desse movimento, características expressionistas, etc.

O Grito, pintura de Edvard Munch (1893)
O Expressionismo é o movimento artístico e literário que se caracteriza pela expressão de intensas emoções. As obras não têm preocupação com a beleza tradicional e exibem um enfoque pessimista da vida, marcado pela angústia, pela dor, pela inadequação do artista diante da realidade e muitas vezes pela necessidade de denunciar problemas sociais. 

Iniciado no fim do século XIX por artistas plásticos da Alemanha, o movimento tem seu auge entre 1910 e 1920 e se expande para a literatura, música, teatro e cinema.

O principal precursor do movimento é o famoso holandês Vincent Van Gogh (1853 – 1890), seguido por outros expoentes como o norueguês Edvard Munch (1863 – 1977) – autor da célebre obra O Grito –, e os alemães Ernst Kirchner (1880  1938) e Emil Nolde (1867 – 1956), entre muitos.

O movimento na literatura origina-se da insatisfação com os limites do realismo-naturalista e na América Latina, é principalmente uma via de protesto político.

É uma forma de "recriar" o mundo, em vez de simplesmente captá-lo ou moldá-lo de acordo com as leis da arte tradicional. As principais características são: distanciamento da pintura acadêmica, ruptura com a ilusão de tridimensionalidade, resgate das artes primitivas e uso arbitrário de cores fortes.

Quando ocorreu a Primeira Guerra Mundial, ela destruiu o movimento, mas não o extinguiu. São justamente as desgraças da guerra que motivam ainda mais outros artistas a retratar toda a dor provocada e expressar suas emoções em relação a tal.

Pode-se dizer que o Expressionismo foi mais que uma forma de expressão, ele foi uma atitude em prol dos valores humanos num momento em que politicamente isto era o que menos interessava.

Por: Joice Silva Machado.
Grupo: Jaíne, Joice e Ricardo.

Fonte: http://vanguardaeuropeia.wordpress.com/2008/05/26/expressionismo/

TRENZINHO DO SERTÃO 

Trenzinho tocado à lenha, 
Vaporosa, ou "Maria Fumaça", 
Que levava "João da Penha" 
E dona "Maria da Graça". 

Levava, fazendeiro e lojista, 
E o ambulante, "caixeiro". 
Tinha maquinista, foguista, 
Chefe, fiscal e graxeiro. 

"Bate roda, bate trilho". 
Bater trilho era a moda. 
Eu não esqueço o estribilho, 
Daquela cantiga da roda. 

Ia cortando o sertão, 
Alegre, sinuoso, devagar. 
Carregava muita emoção, 
E a certeza de voltar. 

Já não existe o trenzinho, 
Ficou só a recordação. 
Coração está miudinho, 
Ficou tão triste o sertão. 

                                                                -Antônio Dornas 

Terceira Postagem
Grupo: Antonio, Nicolas, Bernardo, Gabriel W., Lucas Costa.

Modernismo - Segunda Geração

Características

A poesia da segunda fase do Modernismo representa um amadurecimento e um aprofundamento das conquistas da geração de 1922: é possível perceber a influência exercida por Mário e Oswald de Andrade sobre os jovens que iniciaram sua produção poética após a realização da Semana. Lembramos, a propósito, que Carlos Drummond de Andrade dedicou seu livro de estréia, Alguma poesia (1930), a Mário de Andrade. Murilo Mendes, com seu livro História do Brasil, seguiu a trilha aberta por Oswald, repensando nossa história com muito humor e ironia, como ilustra o poema "Festa familiar":

"Em outubro de 1930
Nós fizemos - que animação!
Um pic-nic com carabinas."
Formalmente, os novos poetas continuam a pesquisa estética iniciada na década anterior, cultivando o verso livre e a poesia sintética, de que é exemplo ó poema "Cota zero", de Drummond:

"Stop. A vida parou
ou foi o automóvel'?"
Entretanto, é na temática que se percebe uma nova postura artística: passa-se a questionar a realidade com mais vigor e, fato extremamente importante, o artista passa a se questionar como indivíduo e como artista em sua "tentativa de explorar e de interpretar o estar no mundo". O resultado é uma literatura mais construtiva e mais politizada, que não quer e não pode se afastar das profundas transformações ocorridas nesse período; daí também o surgimento de uma corrente mais voltada para o espiritualismo e o intimismo, caso de Cecília Meireles, de Jorge de Lima, de Vinícius de Moraes e de Murilo Mendes em determinada fase.
É um tempo de definições, de compromissos, do aprofundamento das relações entre o "eu" e o mundo, mesmo com a consciência da fragilidade do "eu". Observemos três momentos de Carlos Drummond de Andrade em seu livro Sentimento do mundo (o título é significativo), com poesias escritas entre 1935 e 1940:
"Tenho apenas duas mãos / e o sentimento do mundo"
Mais adiante, em verdadeira profissão de fé, declara:

"Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo, por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos."
Essa consciência de ter "apenas" duas mãos e de o mundo ser tão grande, longe de significar derrotismo, abre como perspectiva única para enfrentar esses tempos difíceis a união, as soluções coletivas:
"O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas." 
-Nícolas Prates 

Modernismo: Segunda Geração

     A diferença entre a primeira fase do modernismo e a segunda: 

     1ª Fase:  ~> Amadurecimento
                   ~> Liberdade Formal
                   ~> Nacionalista
  

     2ª Fase: ~> Amadurecimento
                  ~> Romântica
                  ~> Dramática

     Considera-se a publicação de Alguma poesia,  de Carlos  Drummond de Andrade, como o início da produção da segunda  geração modernista – a Geração de  30. Esse grupo  incorporou o regionalismo e os dilemas sociais aos temas já tratados pelo  grupo idealizador da Semana de Arte Moderna.  Assim como na geração anterior, a cultura nacional serviu de tema à produção artística em suas diversas expressões. Esteticamente a segunda geração modernista representava o amadurecimento e o  aprofundamento das conquistas da geração de  1922.  Desse modo, permaneciam o uso  dos versos livres (sem  preocupação com a métrica) e o emprego de vocabulário cotidiano.Os artistas envolvidos com a produção literária no  período de  1930 a  1945 também  apostavam na popularização da literatura em oposição  à proposta parnasiana que entendia a arte como  um privilégio da elite. O regionalismo, que trazia  a abordagem  de problemas  sociais como a fome favoreceu a  divulgação das obras. 

Postagem 4
Grupo: Antonio, Bernardo, Nicolas, Gabriel W e Lucas Costa.

Modernismo: Segunda Geração

    O verso livre modernista, para Antonio Cândido e José Aderaldo Castello, correspondeu a uma "alteração profunda da música contemporânea, ao impressionismo musical, ao atonalismo, ao uso sistemático da dissonância, à divulgação do jazz, à dodecafonia". Como sempre ocorre, a poesia estava em sintonia com as outras artes e mesmo com as outras esferas da cultura; desse modo, vários autores dessa fase, que estavam em contato com as propostas inovadoras do Surrealismo e da psicanálise, foram fortemente influenciados por princípios como a pesquisa do inconsciente e a livre associação de idéias, que passaram a utilizar na produção poética. No poema O Pastor Pianista, de Murilo Mendes (1901 - 1975), podem ser observadas essas influências, que contribuem para a fusão de elementos reais e imaginários e a criação de uma atmosfera de sonho.No plano temático, a abordagem do cotidiano continua sendo explorada, mas os poetas se voltam também para problemas sociais e históricos, além de manifestarem inquietações existenciais e religiosas que ampliam as proposições da fase anterior. O registro dos fatos do cotidiano, muitas vezes próximos (ou aparentemente próximos) da banalidade, era algo de extremamente moderno, já que as normas tradicionais da poesia sempre haviam prescrito a seleção dos temas poéticos. Praticamente todos os grandes poetas do período, tanto os da primeira fase, como Mário de Andrade e Manuel Bandeira (1886 - 1968), como os da segunda, como Carlos Drummond de Andrade, ocuparam-se em tematizar momentos do dia-a-dia, configurando uma verdadeira predileção, como afirmaram Cândido e Castello, "pelo que se poderia chamar de "momento poético", isto é, a "notação rápida de um instante emocional ou de um aspecto do mundo".

     O quadro representa o imenso número, e a variedade racial das pessoas vindas de todas as partes do Brasil para trabalhar nas fábricas, que começavam a surgir no país, principalmente nas metrópoles, como em São Paulo, na década de 30, impulsionando o capitalismo e a imigração.
Postagem 2
Postagem: Antonio

Produções Contemporâneas


Produções Contemporâneas - Moacir Scliar
Esta é a exposição apresentada pelo Santander Cultural sobre um dos homens mais notáveis do Rio Grande do Sul. Com um ritmo de produção ímpar, o médico, escrito e jornalista,integrante da ABL (Academia Brasileira de Letras) deixou um legado de obras importantes em todas as áreas em que atuou; nesta exposição podemos percorrer à mostra e conhecer os mundos de Scliar e ver como ele conseguiu, de forma harmônica e sensível, reuni-los nos seus textos e na sua vida. Ele faz parte da preservação da memória de um dos principais brasileiros que em suas ações nos mostrou que o saber e a generosidade são características que podem caminhar juntas.
A exposição retorna a importância de suas obras ao nosso contexto atual de arte, exibindo, de novas formas, as obras clássicas de Scliar.

Regojizemo-nos !!

                                                                  Grupo: Kimberly, Lorenzo e Juliana                                       
                                                                       Juliana Coelho Ramos